21 de março: Dia Internacional da Síndrome de Down


O Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, é uma data importante para conscientizar a sociedade de que essa síndrome não é uma doença, e sim uma condição genética.

Com acompanhamento, apoio e terapias adequadas, os portadores de Síndrome de Down conseguem manter uma vida social e profissional saudável.

Ainda não se sabe a razão da alteração genética, que pode ser identificada ainda na gestação com a realização do ultrassom morfológico. Porém, o diagnóstico preciso é feito após o nascimento do bebê.

As crianças que possuem essa síndrome apresentam algumas características comuns, como olhos oblíquos, orelhas e mãos pequenas e rosto redondo; hipotonia, que é a diminuição do tônus muscular, acarretando em menor rigidez dos membros, além de doenças associadas como diabetes, cardiopatia, hipotireoidismo, dificuldades auditivas e de visão, entre outras.

A família tem um papel importantíssimo na qualidade de vida da criança. “Os pais ou cuidadores devem proporcionar o acompanhamento dela por especialistas em diversas áreas, de modo a contribuir com seu desenvolvimento físico, psicológico e emocional”, destaca a neuropsicóloga do Instituto do Cérebro e Coluna de Guarulhos (ICC Guarulhos), Aline Diniz.

A especialista cita alguns exemplos de terapias: a fonoaudiologia, para trabalhar a fala e a linguagem, a fisioterapia para apoiar o desenvolvimento motor e minimizar os efeitos da falta de firmeza muscular, e a psicologia para ajudar a família a compreender o comportamento da criança.

A neuropsicóloga explica que, apesar de alguns padrões da Síndrome de Down, cada criança deve ser avaliada individualmente e ter o tratamento conduzido de acordo com o seu grau de dificuldades ou limitações. “Quanto antes esse diagnóstico for feito e o tratamento iniciado, melhor será o desenvolvimento cognitivo e motor, mesmo que a condição imponha atrasos na fala e no andar”, comenta Aline Diniz.

O convívio em grupo também traz inúmeros benefícios em todas as fases da vida. “A criança com Down pode e deve frequentar a escola, pois a interação com outras crianças contribui para melhorar o comportamento e as habilidades sociais”, destaca a neuropsicóloga.

De acordo com a especialista do ICC, os pais e cuidadores de portadores de algum tipo de síndrome ou transtorno também precisam de acompanhamento. “É fundamental que eles tenham apoio psicológico para manter uma boa saúde mental e saber lidar com os desafios”, finaliza.

Fonte: Comunica – Assessoria em Comunicação