Junho verde: mês internacional da conscientização sobre a escoliose

Junho é o mês internacional da conscientização sobre a escoliose, doença caracterizada pela curvatura anormal da coluna vertebral.

Para chamar a atenção sobre o problema, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) afeta até 4% da população, foi instituído o Junho Verde.

Só no Brasil, por exemplo, são aproximadamente 6 milhões de pessoas que sofrem de desvios na coluna.

O que é escoliose?

A doença caracteriza-se pela curvatura anormal da coluna para um dos lados do tronco, determinada pela rotação das vértebras, que pode ser leve ou severa.

De acordo com o Dr. Cristiano Diniz, neurocirurgião do Instituto do Cérebro e Coluna de Guarulhos (ICC Guarulhos), a escoliose pode ser, basicamente, de origem congênita, isto é, causada pela má formação das cartilagens de crescimento das vértebras durante a gestação ou até mesmo nos primeiros dias de vida do recém-nascido.

Além disso, a escoliose congênita pode ser idiopática, ou seja, sem origem esclarecida, representando 80% dos casos, de acordo com a OMS.

A escoliose também pode ser degenerativa, que, na maioria dos casos, afeta os idosos em virtude do desgaste natural dos ossos, dos discos intervertebrais e dos ligamentos, processos relacionados ao envelhecimento.

Segundo o Dr. Cristiano Diniz, o desconforto é decorrente principalmente do transtorno muscular que a doença provoca.

“Os pacientes que têm escoliose, normalmente, sofrem de dores lombares que são chamadas de lombalgia”, comenta o médico do ICC Guarulhos.

O diagnóstico é feito por meio dos exames de raios-X, que permitem medir o grau das curvaturas e identificar as lesões que afetam os discos e as articulações.

Tratamento

Na maioria das vezes, o tratamento para a correção da escoliose consiste em técnicas de fisioterapia, como a RPG.

“Os pacientes que têm a doença também podem obter uma melhora significativa com a prática de uma atividade física”, afirma o Dr. Cristiano Diniz.

Já a cirurgia é indicada em casos específicos, principalmente quando o desvio das vértebras é superior a 50° ou quando o desconforto é muito intenso e a função pulmonar é comprometida.

“Cerca de 4% das escolioses degenerativas acabam evoluindo para um tratamento cirúrgico e 0,5% no caso das congênitas”, explica o neurocirurgião.

Se você tem dúvidas sobre a escoliose, agende uma consulta com um dos especialistas do ICC Guarulhos.

Fonte: Comunica - Assessoria em Comunicação